As séries inicias no Brasil
No
Brasil, por volta da década de 1970, com o aumento do número de fábricas,
iniciaram-se os movimentos de mulheres e os de luta por creche, resultando na
necessidade de criar um lugar para os filhos da massa operária, surgindo então
as creches, com um foco totalmente assistencialista, visando apenas o “cuidar”.
Pois segundo Faria (1999, p.25). Se os anos 70 voltaram-se para a mulher, nos
anos 80, essa mulher voltou-se para as crianças. Foram, em geral, as feministas
intelectualizadas de classe média, e que eram contra a ditadura, que passaram a
pesquisar sobre a infância e assessorar os governos progressistas que,
atendendo às reivindicações populares, prometeram creches nas suas campanhas
eleitorais.
Só em 1988
a educação infantil teve início ao seu reconhecimento, quando pela primeira
vez, foi colocada como parte integrante da Constituição, depois em 1990, com o Estatuto da
Criança e do adolescente (ECA, Lei federal 8069/90), entre os
direitos estava o de atendimento em creches e pré-escolas para as crianças até
os 6 anos de idade. Pela primeira vez na história, uma Constituição do Brasil faz referência a
direitos específicos das crianças, que não sejam aqueles circunscritos ao
âmbito do Direito da Família. Também pela primeira vez, um texto constitucional
define claramente como direito da criança de 0 a 6 anos de idade e dever do Estado,
o atendimento em creche e pré-escola.(CAMPOS, ROSEMBERG, FERREIRA, 1995, p.17 e18) Posteriormente, entramos em um
período de debate em torno da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), período que se
estendeu até meados da década de 90. Nesse período, sem a aprovação da LDB, a
lei maior, o Ministério da Educação em conjunto com outros segmentos define uma
política nacional para educação infantil, propondo a criação de uma Comissão
Nacional de Educação Infantil (CNEI), que a visão de formular e
implementar políticas na área, atuando de 1993 a 1996. Em 1994, aconteceu a
Conferência Nacional de Educação para Todos, e um dos eventos preparatórios à
conferência foi o I Simpósio Nacional de Educação Infantil, que aprovou a Política
Nacional de educação Infantil, com o apoio da CNEI. A partir da Constituição de 1988, do Estatuto da Criança e do Adolescente
em 1990
(ECA, Lei Federal 8069/90) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
em 1996, lei 9394/96 (BRASIL, 1996), a Educação Infantil foi colocada como a primeira
etapa da Educação Básica no Brasil, abrangendo as crianças de 0 a 6 anos, concedendo-lhes
um olhar completo, perdendo seu aspecto assistencialista e assumindo uma visão
e um caráter pedagógico. Nesse momento acontece a Municipalização, a Educação
Infantil passa a ser responsabilidade dos Municípios, com certo vínculo de
verba com o Estado. De acordo com Faria (1999, p.68)Apenas hoje no Brasil, ou
melhor, felizmente hoje, dez anos depois de promulgada a primeira Constituição
que garante o direito à educação das crianças de 0 a 6 anos em creches e
pré-escolas estamos tentando regulamentar as instituições de educação infantil.
Barreto
(2008, p.24) coloca que atenção à Educação Infantil no Brasil é decorrente das
últimas duas décadas de reflexões, pois a partir da LDB a Educação Infantil passou a ser o início da
Educação Básica, buscando abolir a visão assistencialista e com o olhar na
formação dos profissionais que atuam nessa área.
as series iniciais tem que ser melhor trabalhadas
ResponderExcluirmuito bom seu texto sobre a educação infantil no Brasil,em fim as crianças precisam de uma boa educação.
ResponderExcluirmuito bom....
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